terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Dicas para mais leituras"



Pessoal!!! Tudo bem???


Queria que vocês leam um livro que faz poquinho terminei de ler, o título é "O Uraguai" do Basílio da Gama.

Basílio da Game (1741-1795) nasceu na atual Tiradentes (MG). Estudou no Rio de Janeiro para ser padre jesuíta, mas se desligou da Ordem em 1760. Acabou preso em Portugal e, depois de solto, foi trabalhar com Marqués do Pombal. Conhecedor de várias linguas, além de escrever poesia também se dedicou à tradução.

"Basílio da Gama era [...] um verdadeiro talento, inspirado pelas ardências vaporosas do céu tropical. A sua poesia suave, natural, tocante por vezes, elevada, mas elevada sem ser bombástica, agrada e impressiona o espírito." palavras do Sr. Machado de Assis.

O Uraguai é um apaxionante poema de cinco cantos e 1.377 versos, Basílio da bama eternizou a luta sangrenta contra os índios promovida por portugueses e espanhóis na conquista dos Sete Povos das Missões. Estes belos versos, escritos em 1769.


Aquí tem um pouco de seu poema:
Canto Primeiro
Fumam ainda nas desertas praias
lagos de sangue tépidos e impuros
em que ondeiam cadáveres despidos,
pastos de corvos. Dura inda nos vales
o rouco som da irada artilheria.
MUSA, honremos o herói que o povo rude
subjugou do Uraguai, e no seu sangue
dos decretos reais lavou a afronta.
Ai tanto custas, ambição de império!
E vós, por quem o Maranhão pendura
rotas cadeias o grilhões pesados,
herói e irmão de heróis, saudosa e triste
se ao longe a vossa América vos lembra, .......
Tomara!!! que vocês gostem da leitura,
Beijos,
Paloma

terça-feira, 7 de julho de 2009

Apresentação


O encontro marcado de Fernando Sabino é obra que nos faz passear pelas ruas de Belo Horizonte conhecendo um pouco das generações que por elas passaram e, de alguma forma, marcaram a cidade.
A história se passa na década de quarenta e tem como protagonista Eduardo Marciano, personagem que serviu de alento a uma juventude que, como ele, tinha um pacto de amizade, angústias existenciasis e muitas perguntas por fazer.
  • "Ainda existe nas gerações essa busca, o encontro interior que as tornem mais satisfeitas com a vica".
Eduardo sempre precisava de um desafio para atingir alguma conquista. Certa vez, estudou até conseguir o primeiro lugar na sala, ao lado de Leda, a garota das notas boas. Alcançando assim o objetivo, Leda deixa de ser o alvo de suas atenções, estava, então, com onze anos.
Tinha todas as curiosidades de sua época, como a descoberta de sua sexualidade, por exemplo. Estava sempre atento para as novidades, quem dormia com quem, quem tinha doença, com quem tinha pego.....
Era um garoto precoce. Logo cedo destacou-se por seu talento na escrita inscreveu-se em uma maratona intelectual e ganhou o segundo lugar, um prêmio em dinheiro que foi buscar no Rio de Janeiro. Ficou por lá gastando o dinheiro do prêmio até acabar.
  • "Saiu pela rua, mão no bolso, sentindo que naquele momento começava a viver. Probreza, fome, miséria, tudo era preciso, para tornar-se escritor. Escrevera um conto em que dizia isso, mandara para um concurso de contos".
Ganhou algum dinheiro como premiação e tirou disto uma lição:
  • "Na vida tudo seria assim, a solução se apresentando imedeatamente, mal começasse a buscá-la, gozando assim as dificuldades do problema? Na vida tudo lhe seria assim."
Certa vez o monsenhor do colégio chama-lhe a atenção, após uma briga que teve com o colega Mauro. Eduardo foi atrevido, mas o seu argumento era forte. Não foi expulso, mas Monsenhor Tavares imprimiu-lhe uma pergunta que ele só pôde, de fato, responder muito anos depois: "Você acredita em Deus?"
Hugo acaba sendo professor; Mauro, médico. Eduardo arranja um bom emprego público no Rio de Janeiro, por via dos auspícios de seu futuro sogro ministro.
Em O Encontro Marcado acompanhamos o crescimento de Eduardo, e com ele, o da cidade. No entanto, só, em sua volta a Belo Horizonte após a separação é que ele se dá conta disso:
  • "Encontrou a cidade diferente, mudada. Agitação pelas ruas, prédios novos, gente andando para lá e para cá. Como se realmente tivesse urgencia de ir a qualquer parte."
O encontro com os amigos de Eduardo:
Eduardo percebe a cidade difernta, sem talvez o encanto de sua juventude. Encontra os amigos, Mauro está casado e Hugo parece feliz como professor. Continua um intelectual, cada vez mais se dedica ao estudo acadêmico, vive rodeado dos alunos. Eduardo comparece ao encontro marcado e encontra o ginásio em férias. Os dois amigos não compareceram. "Saiu da cidade como de um cemitério".
Seu encontro:
Começa sua peregrinação interior, na tentativa de se encontrat, aos poucos, vai filtrando a vida e reconstituindo sua identidade:
  • "Agora via em volta que seu mundo era dos outros também, carregando cada qual a sua cruz- pbres criaturas de Deus. E como eram simpáticas, essas criaturas. Nada de sordidez que via antes em cada olhar, da miséria em cda gesto, o cotidiano sem mistério, a surpresa adivinhada em cada corpo, o segredo assassinado em cada boca."
Reencontra-se com Eugênio, agora frei Domingo. Passa a visitá-lo no convento, onde parece sentir um pouco de alento. Perambula pela cidade, revê Neusa, que diz estar esperando um filho seu. Eduardo não consegue assumir essa nova situação e a moça decide nao ter o filho. Eduardo vai se desligando das relações com as pessoas e a cidade. Toma uma atitude, desliga-se do emprego. Dá seus livros para o filho desse amigo, rapaz interessado em literatura e deslumbrado com Eduardo, como ele o fora com Toledo. Deiza o apartamento e empreende uma grande viagem....na busca e compreensão de si mesmo.
Beijos para todos, espero continuar lendo coisas de você.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Umas dicas interesantes

Para conhecer um poco mais dos acontecimentos no Brasil no período da ditadura militar, eu recomendo visitar o link que segue. muito resumido e acho que bem certinho.

http://www.suapesquisa.com/ditadura/

A narração do livro "Oque é isso Companheiro?"

No livro “O que é isso Companheiro?” Fernando Gabeira faz um relato em primeira pessoa descrevendo o acontecimento em um período da história do Brasil em que se instaurara a dictadura militar.
Sendo um relato em primeira pessoa, ele consegue (no meu ponto de vista) ultrapassar, quando os fatos o requerem, o protagonismo do momento relatado para outras pessoas, fazendo desta maneira que a leitura se distancie por momentos de um fato meramente biográfico e nos permita compreender melhor ainda o momento assim como também outros pessonagens que formaram parte de todos esses acontecimentos relatados.
Outro aspecto que faz da obra uma leitura interesante e atrativa para o leitor é o fato que, sem perder de vista a crueldade da situação (dado que estamos falando de um momento em que se torturava, se executava, se humilhava. Emfim... pessoas eram mortas por ter e manter ideias diferentes das do regime militar). Assim mesmo o autor consegue matizar o relato com uma certa ironia, na medida que o permitía a situação.
Tudo isto, ao meu ver, nos fala de uma pessoa que, no momento de escrever a obra “O que é isso Companheiro”, consegue manter num plano não tão evidente sentimentos como a ira, rancor e ódio (por outro lado bem justificados pelo acontecido). Ficando assim um relato desde um ponto de vista mais imparcial.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A figura Eduardo

Eduardo pensa muito, bebe muito e faz varias coisas, mas nem uma vez ele está muito alegre, satisfeito ou feliz. Ele é um carácter complexo e tem dificuldades na vida. Eu não gosto muito desta figura, porque ele pensa MUITO sobre filosofia e literatura, mas não consegue as coisas faceis: cuidar sua mulher, sua família, seus amigos...para mim ele parece bem egoísta.

O encontro marcado- algums pensamentos

Eu terminei de ler o livro "O encontro mercado". No começo eu não gostei muito deste romance e tinha dificuldades com as partes sobre literatura e filosofia. Mas, continuando a ler,eu gostei mais desta história.

Eduardo é um homem com muito talento, mas sem sorte e sem optimismo.Ele começa a nadar e já se torna bem sucedido, ele se apaixona por Antonieta e pode casar ela, embora ele seja só da classe média.

Seus amigos, Hugo e Mauro, se dividem a juventude com ele, bebem muito, e parece que todos acabariam com o mesmo tipo da vida. Mas eles mudam, no fim, Hugo é professor e Mauro médico. Só Eduardo continua a ser escritor.

Além disso, ele tem que lutar contra muitos mortes. O livro já começa com a morte da sua galinha, Eduarda, depois seu pai morre, seu colega da natação, Rodrigo, seu filho com Antonieta, seu amigo Vito e mais pessoas. Então o livro é cheio de lutas e revés a única solução de Eduardo parece ser beber. Ele não respeito sua mulher e passa muito tempo nas bares e volta bêbado para casa. Então um dia sua mulher deixa-o. Eduardo nunca consegue uma vida satisfeita e, no final, ele perde tudo. Seus amigos não parecem num encontro marcado, ele deixa seu filha com Neusa (seu caso) antes de nascer e acaba sem família.

Então a segunda parte eu achei melhor, porque acontecem mais coisas importantes e interessantes e não é só uma discussão sobre a vida. É a vida mesma como acontece...
Eu acho que o Eduardo é uma alma perdida. Ele nunca estava satisfeito, nem com a cidade, aonde ele morava (rio de Jnaeiro, Belo Horizonte), nem com os amigos e mulheres, que ele tinha. Ele sempre perdia alguma coisa na vida dele, por exemplos amigos (Jadir, Rodrigo) e o pai dele também. Eu acho que ele se sentia sozinho. Então ele começou de beber, porque com alcóol ele podia esquecer tudo.
Foi bem interessante ver os desenvolvimentos das pessoas. O livro mstrou muito bem, o que aconteceu se pessoas se mudem. Todo o mundo tem sua vida e ás vezes tem que soltar alguma coisa (por exemplo amigos, o ambiente) por se desenvolve.
È um livro bom para pessoas que gostam de pensar sobre histórias, sobre coisas que acontecem no livro. O livro tem muitos personagens. O Eduardo encontrava pessoas novas em cada época na vida dele.
Para mim foi uma experiência boa ler este livro. Às vezes eu não queria ler mais, porque eu não tinha tempo ou o parte, aonde eu estava não me interesse. Mas eu consegui ler até o fim.