a) O que é isso, companheiro? - Fernando Gabeira

b) O encontro marcado - Fernando Sabino
Este blog tem como objetivo permitir um espaço para discussão sobre a literatura brasileira por falantes de outras línguas, utilizando-se, para tanto, da língua portuguesa.
Oi!!! pessoal
ResponderExcluirTudo bem??? tudo ótimo nesta sexta-feira?
Já estou quasi ao final da primeira parte do livro.
Por curiosidade, no livro li frases que também são de uso na Espanha: na página 81 "não tinha onde cair morto" e na página 87 "O que os olhos não vèem, o coração sente".
obrigada pela ajuda dos comentarios postagem no blok, sento muito minha pouca esperença com estás coisas.
Beijos,
Paloma
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAcabei de ler o livro “Que é isso, Companheiro” e achei uma leitura interessante, no muito complicada (logicamente... o dicionário me dera uma ajuda muito preçada), ainda que esteja relendo algumas partes que marquei por não ter entendido no momento.
ResponderExcluirEu sempre tive e tenho um grande interesse nas posições que as pessoas tomam frente a situações tão extremas como nas que relata o autor.
Os sentimentos, todos eles, viram amplificados de tal jeito que alcançam a sua máxima expressão (como acontecera na 2° Guerra Mundial, por exemplo) e, por momentos a valoração da própria vida fica num plano inferior em ordem de prioridades, assim como Fernando Gabeira o relata em inúmeras ocasiões. Acho que o autor consegue transmitir de uma forma clara e sem cair em exageros. O berdugo não é berdugo as 24 horas (ainda que muitos conseguem superasse dia em dia) nem sempre as boas intenções enchem inteiramente o corpo dos nobres (ainda que alguns deles tenham atuado com tanta nobreza que deram inveja no resto dos mortais).
No relato, o autor descreve de forma muito clara o acontecido em uma época em que as liberdades foram sistematicamente reduzidas a sua mínima expressão, tal como acontecera e aconteceria mais tarde em outros países na Sul-América.
Pessoalmente, achei uma similitude por demais parecida do “modus operandi” por parte do opressor, não somente dos métodos utilizados nas torturas sino também nas formas de comunicação. Não é desconhecido para ninguém que viver nessas épocas o fato que receberam treinamento tanto como apoio (por não dizer mais) no mesmo continente mais a o Norte.
O embaixador dos EEUU seguramente tivera mais sorte que muitos outros que caíram nas mãos do outro bando. Assim pode-se entender segundo o relato do autor na pagina 126
“ - Gente, ele não pode partir daqui sem que a gente dê uma lembrancinha -”
Isto fora um comentário que fizera um membro da resistência (o grupo seqüestrador do Embaixador nesse momento) referindo-se a dar um presente, alguma coisa, para ele a forma de lembrança.
Enfim, gostei muito da leitura, ainda que demorasse muito na leitura. Acontece que, preparar o chimarrão, ler, e o dicionário passando duma mão a outra, e abre e fecha... abre e fecha, não da para ir mais rápido. Para quem olhar de fora pareceria que estava lendo o dicionário e amenizando um pouco com a outra leitura.